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Converge - Axe to Fall

segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Quem está antenado na cena punk/hardcore, com certeza já ouviu falar no Converge, uma das bandas mais influentes dos últimos 10 ou 15 anos. A banda surgiu em Boston, mais ou menos em 1991 e após alguns EPs, lançaram o primeiro disco cheio em 1994, intitulado "Halo in a Haystack". Passaram por algumas mudanças na formação, mas as duas principais mentes da banda, o vocalista e artista visual Jacob Bannon e o Guitarrista Kurt Ballou, sempre permaneceram juntos durante o processo de amadurecimento sonoro do quarteto, que atualmente conta com Nate Newton (baixo) e Ben Koller (bateria). Lançando discos incríveis no decorrer da carreira, como a obra prima "Jane Doe" o Converge, construiu sua sonoridade através da mistura do hardcore-punk com o metal extremo, aliando a técnica de um estilo à furia do outro, tudo dentro de uma atmosféra caótica e apocalíptica. Sem dúvida nenhuma, é uma das bandas mais inovadoras do Hardcore, com músicas intensas e agressivas, marcadas pelas linhas de guitarra hipercomplexas de Ballou e o vocal distorcido e caótico de Bannon. A preocupação músical também pode ser vista na parte visual, pois a banda lança discos cujas capas são dignas de serem penduradas na parede de qualquer galeria.
E finalmente após o ótimo disco de 2006, "No Heroes", eles voltam com mais uma paulada intitulada "Axe to Fall". A sonoridade lembra bastante a do disco anterior, onde Jacob arrisca uns vocais mais limpos e sem tantos efeitos de distorção, músicas hora velozes, hora arrastadas e muito peso! Com certeza o Converge é uma das minhas bandas favoritas (tenho até referência no corpo rs!) e eu não posso morrer sem vê-los ao vivo!

Aproveitem!

Baroness - Blue Record

terça-feira, 15 de setembro de 2009
O Baroness é uma daquelas bandas que fazem de forma perfeita e concisa, a mistura entre música pesada e psicodelia. Com músicas arrastadas, no melhor estilo Southern-Sludge, o Baroness lança em 2009 o seu sétimo disco, agora pelo já consagrado selo de música pesada Relapse Records. Neste disco podemos perceber claramente a evolução da banda, com guitarras cada vez mais trabalhadas e que muitas vezes remetem ao post-punk ou indie-rock mais cabeçudo, o que começa a diferenciar a banda de outras já consagradas no estilo, como Isis, Mastodon, Neurosis e Cult of Luna. "Blue Record" é um albúm feroz, que não tem medo de ser belo, pois a cada música podemos ouvir passagens belíssimas que formam paisagens oníricas muito interessantes. Um disco para quem gosta de música pesada, mas mantém a mente e os ouvidos abertos para o novo e o belo.

Aproveitem!

PS: Post em homenagem à Patricia Martinelli, a musa do metal!

ISIS - Wavering Radiant

sexta-feira, 3 de abril de 2009
Finalmente saiu o disco novo de uma das bandas mais interessantes da dos últimos 10 anos!
No início da banda, muitas vezes eles foram acusados de ser uma cópia da consagrada banda de metal experimental Neurosis, mas com o passar do tempo e o amadurecimento dos músicos o Isis construiu uma sonoridade própria, usando o peso do metal misturado com climas e texturas oníricas e melodias marcantes.
Não irei me alongar nos comentários a respeito deste novo disco, pois acabei de baixá-lo e o ouvi apenas uma vez, o que não é tempo suficiente para digerir uma banda tão complexa, sútil e ao mesmo tempo devastadora como o Isis, então espero que vocês baixem o disco e me digam o que acharam!

Aproveitem!

Ulver - Shadows of The Sun

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

O que dizer do Ulver? Depois do excelente Blood Inside de 2005, Kristoffer Rygg, Jorn Svaeren e Tore Ylwizaker retomaram os trabalhos e lançaram esta pérola em 2007. Em Blood Inside, o Ulver já havia demonstrado seu rompimento com o Black Metal de antigamente e fincava os pés em uma sonoridade muito mais atmosférica e sombria. Porém, em Shadows of The Sun, o Ulver praticamente sepulta o disco anterior, e se reinventa novamente, atingindo um nível de maturidade emocional em suas composições que facilmente os colocam como um dos grupos experimentais mais interessantes da atualidade. A sonoridade muito mais orgânica, limpa e (porque não?) sublime do álbum é capaz de nos transportar para além da imaginação: ouvindo com fone, praticamente ficamos absortos com as imagens sonoras oníricas que explodem nos ouvidos. A bolachinha ainda trás algumas surpresas: o cover de “Solitude”, do Black Sabbath, a utilização do teremin em duas faixas, e o mais de um minuto de absoluto silencio em “What Happened?”. Um clássico moderno.

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