Este é o quinto disco desta proeminente banda de ambient rock/ jazz, e foi lançado em abril de 2008 pelo selo Temporary Residence, famoso por colocar no mercado bolachinhas de grandes bandas atuais da cena independente norte americana. Sem sombra de dúvida, foi o melhor lançamento que ouvi no ano passado. Formada em São Francisco, a banda conta hoje com seu line-up formado por Rich Douthit, Danny Grody, Jeff Jacobs e Safa Shokrai. Construindo melodiosas e interessantes passagens melancólicas e atmosféricas, o The Drift não se torna por um segundo tedioso ou por demais pretensioso. Memory Drawings foi inteiramente gravado com recursos vintage pelo produtor Jay Pelicci, o que lhe configura uma aura mítica dos grandes discos de jazz dos anos 50 e 60. O que temos aqui é uma musicalidade bastante limpa e emotiva, mas que sempre acerta em colocar notas nos lugares corretos e valorizar as estruturas melódicas criadas pelo seu inusitado leque de texturas e tonalidades, com especial atenção ao trompete de Douthit. O mais interessante na bolachinha (ou no vinil) é a singular incursão de passagens jazzy compondo interlúdios entre os harmônicos de guitarras. De uma beleza e melancolia impares. Tudo muito bem estruturado e de bom gosto. Para ouvir e viciar.
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The Drift - Memory Drawings
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Este é o quinto disco desta proeminente banda de ambient rock/ jazz, e foi lançado em abril de 2008 pelo selo Temporary Residence, famoso por colocar no mercado bolachinhas de grandes bandas atuais da cena independente norte americana. Sem sombra de dúvida, foi o melhor lançamento que ouvi no ano passado. Formada em São Francisco, a banda conta hoje com seu line-up formado por Rich Douthit, Danny Grody, Jeff Jacobs e Safa Shokrai. Construindo melodiosas e interessantes passagens melancólicas e atmosféricas, o The Drift não se torna por um segundo tedioso ou por demais pretensioso. Memory Drawings foi inteiramente gravado com recursos vintage pelo produtor Jay Pelicci, o que lhe configura uma aura mítica dos grandes discos de jazz dos anos 50 e 60. O que temos aqui é uma musicalidade bastante limpa e emotiva, mas que sempre acerta em colocar notas nos lugares corretos e valorizar as estruturas melódicas criadas pelo seu inusitado leque de texturas e tonalidades, com especial atenção ao trompete de Douthit. O mais interessante na bolachinha (ou no vinil) é a singular incursão de passagens jazzy compondo interlúdios entre os harmônicos de guitarras. De uma beleza e melancolia impares. Tudo muito bem estruturado e de bom gosto. Para ouvir e viciar.Medeski, Martin & Wood - Radiolarians I
Se procurarmos por nomes relevantes para a nossa geração em termos de Jazz, com certeza entre estes nomes estaráam os de Medeski, Martin & Wood. Genialidade é pouco quando se trata deste trio que consegue misturar estruturas complexas de improvisação, ao groove fácil e acessível do Soul-Jazz. Utilizando elementos eletrônicos e muito bom gosto nas composições, o trio está na ativa desde 1992 e já passou pelo Brasil (Quem teve a oportunidade de vê-los no Sesc Vila Mariana, eu sei que não se arrependeu). Neste disco MM & W fazem uma experimentação interessante, invertendo a lógica da música comercial. Todos nós quando vamos à um show, queremos ouvir as nossas canções preferidas já gravadas, para podermos cantar, dançar e sacudir. Mas aqui não! O Padrão compor - gravar - tocar ao vivo é deixado de lado. Neste disco o trio toca diretamente para a platéia para perceber como esta reage e o resultado desta reação se consolida no projeto Radiolarians I, II, III. É compor - tocar - pra só depois gravar o que já está sendo tocado. Inclusive o Radiolarians II foi experimentado aqui em São Paulo.Aproveitem!
segunda-feira, 22 de dezembro de 2008
OLÁ AMIGOS,
Sejam bem vindos ao Internacional Pesado, mais um entre milhares de blogs que circulam pela net compartilhando arquivos musicais. Viemos para somar, mas com um diferencial. Provavelmente o que você verá aqui serão bandas e albúns poucos conhecidos ou reconhecidos no mainstream musical, porque acreditamos que a música boa contemporânea vem sendo feita no "subsolo", longe da manipulação comercial das grandes gravadoras. Não nos limitaremos a estilos pois afinal de contas, música boa é música boa e ponto final.
Chega de explicações, o negócio é som....aproveitem!
JAGA JAZZIST - A LIVINGROOM HUSH

Banda formada na gelada Noruega em 1994, o Jaga Jazzist funciona como uma modern eletronic-jazz big bang, que carrega elementos da música eletrônica e do post-rock de bandas como Tortoise e o experimentalismo jazzístico de Charles Mingus.
Neste disco "A livingroom hush" são trabalhadas diversas camadas sonoras suaves nas músicas e ao mesmo tempo uma intensidade rítmica nos naipes de metais e na bateria, juntamente com os beats eletrônicos que muitas vezes beiram ao drum 'n' bass.
Disco ideal para amantes de grandes e movimentadas metrópoles.
Link para baixar: http://www.megaupload.com/?d=7FTM8VEB
DAVID SANDSTRÖM - IF NOTHING HAPPENS TOMORROW, I WILL COME.

David Sandström era baixista da consagrada banda punk-hardcore-experimental Refused, que foi formada na Suécia no ínicio da década de 90 e se dissolveu em meados dos anos 2000. Seguindo a tradição de sua antiga banda que nunca se manteve estagnada em uma forma facilmente assimilável de fazer música, Sandström lança em 2001 seu primeiro trabalho solo, cujo nome original em suéco é "Om det inte händer nåt innan imorgon så kommer jag". O disco mescla o post-hardcore com a música eletrônica e muitas vezes com pequenos ruídos não-identificávies. É um disco intenso com algumas variações climáticas e quase todo instrumental. Sandström lançou mais dois discos após este e vale a pena conferir.
Link para baixar: http://www.megaupload.com/?d=MGH33SH5
Chega de explicações, o negócio é som....aproveitem!
JAGA JAZZIST - A LIVINGROOM HUSH
Banda formada na gelada Noruega em 1994, o Jaga Jazzist funciona como uma modern eletronic-jazz big bang, que carrega elementos da música eletrônica e do post-rock de bandas como Tortoise e o experimentalismo jazzístico de Charles Mingus.
Neste disco "A livingroom hush" são trabalhadas diversas camadas sonoras suaves nas músicas e ao mesmo tempo uma intensidade rítmica nos naipes de metais e na bateria, juntamente com os beats eletrônicos que muitas vezes beiram ao drum 'n' bass.
Disco ideal para amantes de grandes e movimentadas metrópoles.
Link para baixar: http://www.megaupload.com/?d=7FTM8VEB
DAVID SANDSTRÖM - IF NOTHING HAPPENS TOMORROW, I WILL COME.
David Sandström era baixista da consagrada banda punk-hardcore-experimental Refused, que foi formada na Suécia no ínicio da década de 90 e se dissolveu em meados dos anos 2000. Seguindo a tradição de sua antiga banda que nunca se manteve estagnada em uma forma facilmente assimilável de fazer música, Sandström lança em 2001 seu primeiro trabalho solo, cujo nome original em suéco é "Om det inte händer nåt innan imorgon så kommer jag". O disco mescla o post-hardcore com a música eletrônica e muitas vezes com pequenos ruídos não-identificávies. É um disco intenso com algumas variações climáticas e quase todo instrumental. Sandström lançou mais dois discos após este e vale a pena conferir.
Link para baixar: http://www.megaupload.com/?d=MGH33SH5
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