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The Bellrays - Have a little faith

segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Em 1990 a vocalista Lisa Kekaula e o guitarrista Bob Vennum formaram o The Bellrays. Aproveitando o vozeirão quase Tina Tuner de Lisa, a dupla começou a carreira com uma sonoridade que se aproximava do R&B sessentista e mais tarde com a entrada do guitarrista Tony Fate, e a mudanã de Vennum para o baixo, a banda incorpou e modificou o seu som adicionando influências Punk-Rock ao vocal soul de Lisa Kekaula, uma coisa tipo som de Detroit, The Stooges, MC5, misturada ao swing de James Brown.
O que mais impressiona na banda, sem dúvida, é a voz da vocalista. Poderosa e com uma performance de palco enérgica, Lisa poderia facilmente ser eleita uma das musas atuais do rock & roll, colocando a hype vocalista do The Gossip no bolso. A primeira música deste disco, "Tell the lie" é uma paulada sonora, com um swing incrível, que faz qualquer um sair levantar da cadeira e sair andando. Com linhas de guitarra bem construídas e peso na medida certa, The Bellrays é a banda ideal para quem tem a alma do funk e a força do punk.

Aproveitem!

The Drift - Memory Drawings

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Este é o quinto disco desta proeminente banda de ambient rock/ jazz, e foi lançado em abril de 2008 pelo selo Temporary Residence, famoso por colocar no mercado bolachinhas de grandes bandas atuais da cena independente norte americana. Sem sombra de dúvida, foi o melhor lançamento que ouvi no ano passado. Formada em São Francisco, a banda conta hoje com seu line-up formado por Rich Douthit, Danny Grody, Jeff Jacobs e Safa Shokrai. Construindo melodiosas e interessantes passagens melancólicas e atmosféricas, o The Drift não se torna por um segundo tedioso ou por demais pretensioso. Memory Drawings foi inteiramente gravado com recursos vintage pelo produtor Jay Pelicci, o que lhe configura uma aura mítica dos grandes discos de jazz dos anos 50 e 60. O que temos aqui é uma musicalidade bastante limpa e emotiva, mas que sempre acerta em colocar notas nos lugares corretos e valorizar as estruturas melódicas criadas pelo seu inusitado leque de texturas e tonalidades, com especial atenção ao trompete de Douthit. O mais interessante na bolachinha (ou no vinil) é a singular incursão de passagens jazzy compondo interlúdios entre os harmônicos de guitarras. De uma beleza e melancolia impares. Tudo muito bem estruturado e de bom gosto. Para ouvir e viciar.