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Souls of Mischief - Montezuma's Revenge

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
Se vocês acham que só o blog estava parado, precisando de atualizações, estão enganados. Acho que eu também estava precisando me atualizar em termos de lançamentos. No final de 2009, um dos melhores grupos de rap dos anos 90, o Souls of Mischief, lançou o albúm "Montezuma's Revenge" e eu só fiquei sabendo ontem, durante a session de skate com os amigos das antigas.
Acabei de conseguir o disco e já dei duas ouvidas antes de postá-lo aqui no blog e minhas conclusões foram: É o Souls of Mischief!
Se o disco de estréia, "93 'til infinity" soa como se tivesse sido produzido ontem, o disco "Montezuma's Revenge" poderia muito bem ter sido produzido em 1993, pois o quarteto de Oakland sabe como fazer música atemporal. As caixas bem secas e o baixo bem marcado são características marcantes do grupo, que sempre flertou com o jazz, o funk e outras ramificações da música negra. Apesar da mudança perceptível no timbre de voz dos Mc's, efeitos de mais de uma década de rap, o flow agora mais maduro, faz com que o disco tenha uma atmosféra totalmente adulta. É rap para quem é do rap, sem apelo comercial ou canções com refrão para cantar junto, é seco, sujo e firme. É o Souls of Mischief do coletivo Hierogliphycs. Preciso dizer mais alguma coisa?

Aproveitem!

Dub FX - Live in the street 2007

terça-feira, 13 de outubro de 2009
Todo mundo já ouviu falar em beatbox, que é a reprodução de batidas eletrônicas de rap, drum 'n' bass, jungle, techno, etc, feitos com a boca. Nos últimos anos a arte de reproduzir essas batidas ganhou uma certa notoriedade, quando um artista destes chegou a final de um famoso reality show de calouros da música nos Estados Unidos.
Eu sempre achei o beatbox divertido, mas nunca levei muito a sério a parada. Até conhecer o Dub FX. Este artista conseguiu levar o beatbox a um outro nível, com o uso de sintetizadores, delays, entre outros efeitos, ele consegue não só reproduzir batidas já existentes, mas criar novas possibilidades dentro do beatbox. Além disso, Dub FX é um ótimo MC e Raggaman, cantando em suas próprias batidas. Dub FX costuma se apresentar nas ruas das grandes cidades européias, com todos os seus equipamentos e as vezes com apoio de outros músicos. O artista lançou em 2009 o disco "Everything a Ripple", que em breve estará aqui no Internacional Pesado, mas por enquanto fique com o "Live in the streets 2007" que são músicas selecionadas de suas apresentações ao vivo, mas com uma excelente qualidade e criatividade inquestionável. Dub Fx sem dúvida nenhuma é uma das maiores inovações na música "eletrônica" dos últimos anos.

Aproveitem!

Zomby - Where Were U in 92?

quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Zomby é um produtor de música eletrônica londrino, cujo rosto nunca foi visto. Ninguém sabe realmente quem é o homem por trás da roupa ninja que geralmente ele sua em suas live performances. O som é o tipicamente londrino Dubstep. Estilo que surge em londres e se espalha rapidamente por toda a Inglaterra, principalmente através das raves e das rádios piratas. O Dubstep tem elementos do techno, drum and bass e dub. Alguns selos como Tempa, Tectonic, Hessle Audio, Immerse e Hyperdub, foram os pioneiros a se especializar no que eles chamam de U.K. Garage, que seria o Dubstep, que é geralmente instrumental e tem ênfase nos graves e efeitos com delay, e o Grime, que seria o co-irmão do Dubstep, mas se diferencia por estar mais próximo do Rap, tendo MC e Raggamen nos vocais, e uma sonoridade mais áspera e dura.
Atualmente tenho ouvido muito a "nova música" eletrônica que esta sendo produzida em londres, e espero que este disco sirva de aperitivo para vocês descobrirem uma sonoridade nova que com certeza ainda nos dará muitos bons frutos! Dub your head!

Aproveitem!

Saul Williams - Saul Williams

quinta-feira, 12 de março de 2009
Se estabeleceu no cenário artístico norte-americano como poeta, e fazia principalmente apresentações de spoken word. Também fez alguns trabalhos como ator e roteirista. Mas sua aparição triunfante se deu como MC, mas primeiramente sem usar rimas como outros fazem, mas sim, musicando as suas poesias spoken word. Saul Williams tem como principal tema de suas canções o questionamento: "como é ser negro nos Estados Unidos?" Com críticas pertinentes, um flow mais melódico do que rimado e com músicas intensas e atmosféricas, Saul já trabalhou com KRS-ONE, Rick Rubin, Zack de la Rocha e atualmente seu último albúm "The inevitable rise and liberations of Niggy Tardust", no qual ele incorpora um personagem negro (David Bowie do gueto) e conta um pouco da vida deste, que se confunde com a vida do próprio Saul Williams, foi produzido por Trent Reznor do Nine Inch Nails.
Neste disco postado que é de 2004, o destaque são as músicas: "List of Demands", "Black Stacey" e "Surrender (a second think)". É essencial acompanhar as letras do poeta e prestar atenção nas sacadas super inteligentes.

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Immortal Technique - Revolutionary - Vol.2

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009
Nascido em um hospital militar no Peru em 1978, Immortal Technique (Felipe Coronel) mudou-se para o Harlem com os pais quando tinha 2 anos de idade. Começou a se envolver com a cultura Hip-Hop aos 9 anos e na adolescência era o que podemos chamar de "garoto problema" e mesmo sendo aceito na Penn State University, Tech acabou sendo preso e cumpriu pena de um ano. O que para muitos seria apenas uma fase negativa da vida, para Immortal Technique serviu como um grande aprendizado, pois foi na prisão que ele começou a estudar sobre a imigração de latinos para os Estados Unidos da América e também as biografias e ideias de grandes revolucionários como Ernesto "Che" Guevara, Malcolm X, Símon Bolivar, etc. E foram estes estudos que o incentivaram a escrever e encarar o Hip-Hop de uma forma política.
Com uma habilidade incrível com as palavras, estilo agressivo e rimas provocativas, como por exemplo:

"They say the rebels in Iraq still fight for Saddam
But that's bullshit, I'll show you why it's totally wrong
Cuz if another country invaded the hood tonight
It'd be warfare through Harlem, and Washington Heights
I wouldn't be fightin' for Bush or White America's dream
I'd be fightin' for my people's survival and self-esteem"

Este disco é o segundo da discografia de Tech e na minha opinião é um dos mais maduro e bem produzidos. É ideal que se ouça esse disco acompanhando as letras (Se você fala inglês é claro) para entender as sacadas na acidez das rimas de Immortal Technique.

Aproveitem!